Operadoras telefônicas temem por
novo bug. |
|
Nessa data, um esforço que consumiu quase R$ 1 bilhão de empresas
como Telefônica, Vivo, Claro, Oi, TIM, Embratel e 16 meses de
cronograma de implementação fixado pela Anatel permitirá aos
assinantes obter o benefício de mudar de operadora, carregando
consigo o número do telefone fixo ou móvel que possuem às vezes por
mais de uma década. A portabilidade torna o código telefônico
exclusivo de quem a solicita.
"Os testes (para avaliar a implementação da portabilidade, iniciados
em 15 de julho) mostram dificuldades muito maiores que se imaginou",
disse o presidente da Brasil Telecom, Ricardo Knoelpfelmacher, à
saída do encontro, justificando a tentativa de estender o prazo. O
Coordenador do Grupo de Implementação da Portabilidade, Luís Vale
Moura, discorda.
"Foram detectados pequenos problemas", que não justificam o
adiamento. "Risco de caladão não há", e os "prazos dos testes (a se
encerrarem em 30 de agosto) são suficientes". Moura é assessor
técnico da Anatel e se mostrou cético com as razões das empresas.
Já o presidente Ronaldo Sardenberg acha que a repentina dificuldade
das prestadoras pode ter a ver com o caráter pró-competição da
medida. Sua posição é contrária ao adiamento, por levar à opinião
pública a idéia de ser apenas uma manobra protelatória para, mais
uma vez, trazer prejuízos ao cidadão e à imagem da própria Anatel.
"O primeiro prejuízo é para o conforto do cidadão; o segundo é para
a credibilidade da Agência, pois disseminou na população a crença de
que é possível haver competição - e quando ela diz alguma coisa tem
de ser prá valer", acentuou.
Ele lembrou que a portabilidade vai aumentar a disputa pelo
assinante, melhorar o tratamento pelas empresas, com reflexos
positivos no valor da tarifa, que pode sofrer redução a fim de reter
o insatisfeito titular de um número telefônico. "Hoje, (o adiamento)
está descartado, mas vou levar o problema ao conselho, para que a
decisão seja colegiada", informou Sardenberg. Como medida de
urgência, determinou que os superintendentes Gilberto Alves (de
serviços público, como telefonia fixa) e Jarbas Valente (serviços
privados, como telefonia móvel celular) assumam pessoalmente o
acompanhamento diuturno dos testes nas próximas três semanas,
período que definiu como "fatal" para o processo vingar, sem
adiamentos.
Embora sem as mesmas dimensões, o episódio da implementação da
portabilidade numérica reedita velhos temores. Na virada de 2000
para 2001, o alardea-do ''bug do milênio'' não afetou a rede mundial
de computadores - temia-se pane geral, em escala global. Mas em 3 de
julho de 1999, uma outra virada, que introduziu o código de seleção
da prestadora (CSP) para permitir alternativa de escolha no
completamento de ligações interurbanas, provocou um caos na
telefonia fixa, silenciou as redes de longa distância e gerou o
termo ‘caladão’, para a ausência de comunicação.
(Gazeta Mercantil)
|
|
|
Celular rouba a atenção no
mercado de música digital. |
|
Enquanto as
vendas de CDs e DVDs caíram 31% em 2007, para R$ 312,5 milhões, o
negócio de música digital saltou 185% no período, somando R$ 24,3
milhões. Desse total, 76% das compras foram feitas pelo celular. O
computador ficou com os 24% restantes.
De olho nesse mercado, a Universal Music, uma das maiores gravadoras
do mundo, planeja abrir em setembro a versão brasileira da Universal
Music Celular, uma loja virtual dedicada ao conteúdo para aparelhos
móveis. O projeto já existe em países como México, Argentina e
Venezuela.
O objetivo da Universal é ter mais controle de seu próprio conteúdo
no celular, um segmento de mercado que atualmente fica nas mãos das
operadoras de telefonia móvel. Foram as companhias telefônicas que
perceberam, primeiro, o potencial do segmento.
O movimento na direção do celular é puxado por dois fatores. O
primeiro é o esforço dos fabricantes de aparelhos para transformar o
telefone em um tocador de MP3 - uma tendência cada vez mais forte,
principalmente entre os consumidores de menor poder aquisitivo. O
segundo ponto é que a pirataria no celular é quase nula, um cenário
bem diferente do vale-tudo do computador.
Com a loja própria, a Universal fortalece sua marca diante do
consumidor. "Queremos falar com o público. Estamos fechando acordos
[na área de tecnologia] com as operadoras", conta Marcia Elena,
gerente da área digital da Universal. "Nossa idéia é fazer um portal
de entretenimento, onde o usuário encontrará música, vídeos, papel
de parede e promoções."
Segundo Marcia, a vantagem em conversar diretamente com o usuário é
enorme. A gravadora terá em mãos informações para descobrir o gosto
musical de uma determinada região do país e até identificar um novo
hit.
Outra investida no celular é a participação da gravadora Som Livre
no projeto Globo Celular, das Organizações Globo. Já no ar, a
iniciativa da Som Livre interliga o computador e o telefone. O
consumidor pode iniciar a compra de uma faixa musical pela internet,
a partir do PC, e recebê-la por um torpedo em seu telefone, explica
Luciana Paiva, gerente de marketing da Som Livre.
As lojas virtuais de música também têm testado modelos de negócios
no celular. O Sonora, do portal Terra, pretende lançar ainda este
mês um pacote de serviços pelo qual o consumidor poderá fazer o
download da música pelo computador e transferir a faixa para o
celular ou o tocador de MP3.
O serviço será oferecido no formato de assinatura mensal, um modelo
já adotado pelo portal e que atualmente reúne 100 mil assinantes. "Obtivemos
sucesso com esse tipo de serviço, lançado em 2006", diz Lúcio
Schneider, diretor de assinatura do Terra.
A diferença do novo serviço é que, até agora, os usuários podiam
ouvir as músicas de sua preferência sempre que quisessem, mas só no
PC e desde que estivessem conectados à web. Não havia a
possibilidade de transferir o arquivo para outros aparelhos. "Agora,
o assinante poderá transferir o download para o tocador de MP3 e
alguns aparelhos de celular", diz Schneider. Para proteger os
direitos autorais, quando a assinatura expira, os downloads
desaparecem dos aparelhos.
(Valor Online)
|
|
|
|
Mundo terá 499 milhões de conexões de banda larga
em 2012, prevê Gartner. |
|
O número de conexões de banda larga em todo o mundo chegará a 499
milhões em 2012, de acordo com análise do Gartner. A consultoria
indica que em 2007 havia 323 milhões de acessos mundiais à web em
alta velocidade (veja um balanço das conexões móveis).
O consumo global de conexões de banda larga teve penetração de 18%
nas residências no ano passado e chegará a 25% em 2012, segundo a
análise.
De acordo com a consultoria, cinco nações - Canadá, Holanda, Suíça,
Coréia do Sul e Hong Kong - registraram 60% de expansão de acesso à
internet em alta velocidade nas residências em 2007. Em 2012,
espera-se que 17 países atinjam esse avanço. Alguns mercados podem
verificar crescimento de 80%, dependendo de condições específicas.
(IDG Now! Online)
|
|
|
|
Reorganização na TIM busca
recuperação. |
|
No processo, o atual presidente, Mario Cesar Pereira Araujo,
acumulará três cargos, dois deles interinamente. "Só não sou
interino na presidência", brincou em teleconferência com jornalistas
ontem. O cargo de diretor-geral passa a ser acumulado por Araujo,
mas em breve vai deixar de existir. Era de Francesco Saverio Locati,
de volta à Itália.
Os objetivos das mudanças são, segundo Araujo, manter elevado nível
de controle, reduzir a profundidade da estrutura e dar foco nos
novos segmentos, especialmente na área técnica e operacional.
Para substituir o diretor financeiro Gianandrea Castelli Rivolta, o
conselho elegeu Claudio Zezza, que aguarda autorização para assumir.
Outra mudança foi a escolha de Beniamino Bimonte para a direção de
recursos humanos. Como o executivo italiano também depende dos
trâmites de imigração, o posto será ocupado interinamente pela
diretora jurídica, Lara Ribeiro Piau Marques.
Bimonte foi responsável pelo desenvolvimento gerencial em recursos
humanos na Telecom Italia, enquanto Zezza foi responsável pelo
planejamento e controle para atividades de telefonia fixa das
subsidiárias da empresa italiana.
Araujo afirmou aos jornalistas ser "natural em uma multinacional
fazer trocas periódicas dos executivos, com perfis adequados a cada
foco que ela deseja dar no período". Ele ressaltou, no entanto, que
"os acionistas têm depositado confiança no quadro" e que "não há
mais previsões de mudanças".
Concorrência ampliada
Segunda maior operadora celular em número de clientes, a TIM disse
estar preparada para o aumento da concorrência em São Paulo, Estado
que ganha duas novas operadoras neste segundo semestre: a Oi e a "ae
iou", antiga Unicel.
Segundo Araujo, a companhia "está preparada para a ameaça da ''ae
iou'' há mais de seis meses".
Segundo afirmou, a TIM foi a terceira operadora a entrar no mercado
paulista e conquistou uma participação que hoje é de "mais de 25% no
Estado", ressaltou. "Nossos clientes não vão sair da nossa base para
ir para a Oi ou para a ae iou", acredita.
Em relação à Oi, Araujo opinou que ela "terá de mudar de estratégia,
já que será a primeira vez que vai trabalhar sem a telefonia fixa",
situação diferente da experimentada nos demais 16 estados em que
atua e que pode gerar impacto relevante.
De qualquer forma, o executivo defende que, com o aumento da
concorrência, "o cliente sempre sai ganhando". Ele previu que a TIM
vai melhorar o nível dos serviços, vai oferecer telefonia fixa em
conjunto com celular, banda larga e TV paga (Sky) e ganhar todos os
clientes que a "ae iou" pensa que vai ganhar.
Em junho, por exemplo, segundo dados da Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel), a TIM detinha 25,4% dos clientes de
celular do País, mas a Claro, terceira colocada, tinha menos de um
ponto percentual de diferença: 24,87%.
Prejuízo no balanço
Com prejuízo líquido de R$ 34,1 milhões no trimestre, depois de já
ter perdido R$ 73,9 milhões no primeiro trimestre do ano, a TIM
obteve Ebitda (resultado operacional antes de juros, amortização,
impostos, depreciação e despesas financeiras) de R$ 635,7 milhões,
18,9% superior ao do 1º trimestre, e que ampliou a margem Ebtida em
2 pp, para 20%.
A receita líquida ficou em R$ 3,19 bilhões, 6,5% maior que a do 1º
trimestre, com a parcela de serviços em R$ 2,97 bilhões.
(Reuters)
|
|
|
|
LG ultrapassa Samsung no mercado
norte-americano de celulares. |
|
A LG ultrapassou a Samsung no mercado de aparelhos celulares dos
Estados Unidos. Segundo informou o jornal Financial Times, um estudo
da empresa de pesquisas Strategy Analytics mostra que a empresa
coreana chegou a 21% de participação, contra 18,6% de sua
concorrente.
Mesmo enfrentando dificuldades, a Motorola se mantém como a
preferida em seu país natal, sendo responsável por 25,8% dos
telefones. Líder global do mercado, a Nokia aparece apenas na quinta
posição, com 9,5% dos aparelhos, atrás da fabricante do Blackberry,
a Research in Motion (RIM), que possui 10,6% de participação.
No geral, o mercado de celulares dos Estados Unidos cresceu 5,3% no
último trimestre, atingindo a marca de 41,9 milhões de aparelhos
entregues. O desempenho americano ficou bem abaixo do crescimento
mundial, que foi de 15%, segundo a Strategy Analytics.
Para a LG, o crescimento se deu, principalmente, por conta de
aparelhos touchscreen lançados pela empresa, como o Vu e o Voyager,
que competem com o iPhone, da Apple.
Os aparelhos são vendidos pela Verizon Wireless, que vem adicionando
novos clientes mais rápido do que a At&T, detentora dos direitos
exclusivos de comercialização do iPhone.
(Computerworld Online)
|
|
|
|
BlackBerry 3G desembarca no Brasil. |
|
A empresa tem intensificado sua atuação no Brasil, para aproveitar a
expansão da economia do país. A companhia, que iniciou contratações
para o escritório brasileiro no ano passado, conta atualmente com 16
funcionários, afirmou o gerente de relacionamento com operadoras da
RIM, Moacyr Queirolo. "O crescimento no número de funcionários será
constante e em todas as áreas de atuação, desde vendas e marketing
até o operacional", afirmou o executivo. "O ritmo de expansão, porém,
vai depender da demanda do mercado por nossos produtos", acrescentou.
As informações sobre preços foram dadas pelas operadoras. Queirolo
não quis falar sobre o preço de referência na apresentação dos
aparelhos. Ele disse que a RIM não vende diretamente seus telefones,
mas apenas por meio de parcerias com operadoras. "Elas é que vão
estabelecer quais os preços que irão praticar", afirmou. O aparelho
lançado ontem tem GPS integrado e memória de armazenagem de 1
gigabyte, que pode ser expandida com o uso de cartões de memória.
De acordo com Queirolo, embora não tenha planos imediatos, a RIM
avalia permanentemente o cenário econômico para decidir sobre
eventuais investimentos em produção local. Segundo o executivo, se
fizer sentido financeiro, a empresa pode considerar a fabricação
local de seus aparelhos.
Embora não revele qual a base instalada dos aparelhos BlackBerry no
Brasil, ou mesmo qual a expectativa de vendas dos aparelhos no país,
Queirolo disse que a demanda está bastante aquecida. Segundo ele, a
crescente procura por aparelhos que aumentem a mobilidade e a
produtividade dos trabalhadores tem alimentado as vendas.
Para Queirolo, o aguardado lançamento local do iPhone, da Apple, não
irá interferir com os negócios da RIM no país. Segundo o executivo,
a competição é um ponto positivo. "Não somos intocáveis. Toda vez
que um novo competidor entra no mercado, somos levados a buscar mais
inovação e nos diferenciar", afirmou.
(Valor Online)
|
|
|
|
|
|
A equipe da Trolltech terá um importante papel na implantação da
estratégia de software da Nokia. Isto possibilitará à finlandesa
acelerar a sua estratégia de software de plataforma cruzada para
aparelhos móveis e aplicativos de desktop e para desenvolver os
negócios de serviços pela internet.
Desde ontem, a Bolsa de Valores de Oslo decidiu retirar a Trolltech
ASA de sua lista.
A Nokia é líder mundial em mobilidade e persegue o plano de
contribuir para a transformação e o crescimento das indústrias
convergentes de comunicação e Internet por meio dos dispositivos
móveis com serviços e softwares que proporcionam experiências de
música, navegação, vídeo, televisão, imagem, jogos e mobilidade
Serviços de internet também compõem seu foco.
(Gazeta Mercantil)
|
|
|
|
Telefonia móvel terá 5,2 bi de
usuários em 2011. |
|
|
O número de assinantes da telefonia móvel deve chegar a 5.2 bilhões
em 2011, segundo estimativa da Infonetics Research.
De acordo a empresa, em 2007, haviam três assinantes da telefonia
móvel para cada assinante fixo (3,3 bilhões contra 1,1 bilhão,
respectivamente). O número de usuários dos serviços fixos caiu 5%
entre 2006 e 2007, enquanto o de celulares aumentou 31%. A
expectativa é que o mercado continue crescendo principalmente por
conta dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), que estão
implantando suas redes de terceira geração (3G).
A banda larga pelo celular deve crescer a uma taxa composta de 104%
entre 2007 e 2011. Até lá, haverá um usuário com acesso à internet
rápida com mobilidade para cada quatro com o serviço na rede fixa. A
região do Caribe e América Latina (CALA) é a única que deve
apresentar expansão no número de acessos fixos.
(IT Web Online)
|
|
|
|
|
Oi tem queda de 48,8% no lucro no
segundo trimestre de 2008. |
|
|
A Oi anunciou que obteve receita líquida de 4,67 bilhões de reais no
segundo trimestre de 2008, aumento de 4,2% em comparação ao mesmo
trimestre do ano passado. O lucro líquida da companhia ficou em 249
milhões de reais, queda de 49%.
Segundo a empresa, a redução no lucro líquido foi conseqüência de
gastos referentes aos términos dos litígios judiciais envolvendo a
Brasil Brasil Telecom, no valor de 330 milhões de reais.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização)
caiu 20,5%, com margem de 28%, menor em 8,7 pontos percentuais ante
ao segundo trimestre de 2007.
Por conta, principalmente, da compra de ações da BrT e ao pagamento
da primeira parcela das licenças de 3G, a dívida líquida da
operadora subiu 128%, para 5,7 bilhões.
A base de linhas em serviço de telefonia fixa apresentou redução de
1,1% no trimestre, fechando o período em 14,037 milhões. A base de
usuários de telefonia móvel atingiu 20,299 milhões, um aumento de
17,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Os clientes de
banda larga cresceram 6,6%, para 1,804 milhão.
O faturamento da telefonia fixa se manteve praticamente estável (crescimento
de 0,6%) em 5,17 bilhões de reais. Os serviços móveis tiveram um
aumento de 20,5% em receita, fechando o trimestre com 1,52 bilhão de
faturamento.
(Computerworld Online)
|
|
|
|